REST Virou Dinossauro: Por que gRPC Está Tomando o Território Sem Pedir Licença

A Dor Real — Onde REST Começa a Te Cobrar a Conta

O problema nunca foi o HTTP. O problema é usar REST como se fosse a solução universal. Em sistemas distribuídos, REST vira um dinossauro: verboso, lento, difícil de versionar e frágil quando o tráfego cresce. **A cada JSON gigante trafegado, nasce um pouco mais de dívida técnica.**

REST funciona para fronteiras externas (APIs públicas), mas dentro da sua malha de serviços ele te deixa na mão: over-engineering em gateways, explosão de endpoints, latência previsível (e alta). Tudo isso enquanto o negócio exige respostas em milissegundos.

A Solução Pragmática — gRPC Como Camada de Nervos da Arquitetura

gRPC resolve a dor onde REST sangra. Binário, rápido, com contrato forte via Protobuf e suporte nativo a streaming. Nada de payloads inflados ou ambiguidade de contrato. **É ferramenta de gente que quer entregar e não ganhar prêmio de arquitetura bonita.**

Para comunicação interna, gRPC é simplesmente superior. Para APIs externas? REST ou GraphQL ainda têm seu lugar. Simples assim.

Implementação de Sênior — gRPC Sem Frescura na Prática

Aqui vai um exemplo funcional usando um contrato Protobuf simples e o servidor em Go. Sem cerimônia.

// service.proto
syntax = "proto3";
package warehouse;

service InventoryService {
  rpc CheckStock (StockRequest) returns (StockResponse);
}

message StockRequest {
  string product_id = 1;
}

message StockResponse {
  int32 quantity = 1;
}
// server.go
package main

import (
  "context"
  "log"
  "net"

  pb "warehouse/proto"
  "google.golang.org/grpc"
)

type server struct{
  pb.UnimplementedInventoryServiceServer
}

func (s *server) CheckStock(ctx context.Context, req *pb.StockRequest) (*pb.StockResponse, error) {
  qty := 42
  return &pb.StockResponse{Quantity: qty}, nil
}

func main() {
  ln, err := net.Listen("tcp", ":50051")
  if err != nil { log.Fatal(err) }

  grpcServer := grpc.NewServer()
  pb.RegisterInventoryServiceServer(grpcServer, &server{})

  log.Println("gRPC rodando na porta 50051...")
  grpcServer.Serve(ln)
}

Compacto, rápido e com contrato explícito. **É assim que se reduz ruído em time de produto.**

O Custo da Escolha — Nem Tudo é Arco-Íris no gRPC

gRPC não é bala de prata. Se você expõe API pública, REST ainda vence pela simplicidade e compatibilidade universal. Ferramentas de observabilidade também não são tão maduras quanto as de REST. Sem contar infra: load balancers HTTP/2 precisam estar bem configurados para não virar gargalo.

Mas no fim do dia, o custo de manter REST em comunicação interna é maior. A conta aparece em latência, instabilidade e retrabalho.

Direto das Trincheiras — 3 Dicas Rápidas

  • Use gRPC apenas na comunicação interna. Expor gRPC diretamente ao público é pedir dor de cabeça.
  • Mantenha os .proto versionados e imutáveis após publicados. Contrato é contrato.
  • Automatize a geração de clients no CI. Evita drift e elimina bug besta.

Fontes

Não foram incluídas fontes externas, pois as fornecidas não eram relacionadas ao tema deste artigo, conforme solicitado.

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog reymaster.dev.br, onde descascamos outros hypes da área.

Valeu e até a próxima! 😉

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