A dor real: Sprint virando moedor de gente
Quando o time acelera demais, a primeira coisa que morre é a qualidade. A segunda é a confiança do negócio. O ciclo é sempre o mesmo: pressão por velocidade, queda no rigor técnico, QA correndo atrás do rabo e retrabalho explodindo.
Agile mal aplicado vira fábrica de dívida técnica. E ninguém admite isso, porque “estamos entregando toda semana”. Mas entregando o quê? Bug com embalagem de feature?
Como resolver de forma pragmática: Controle de qualidade contínuo sem frescura
Para equilibrar velocidade e qualidade, esqueça cerimônia. A régua deve ser simples:
- pipeline confiável e automatizado;
- tests mínimos obrigatórios para cada merge;
- QA atuando no fluxo, não como etapa final;
- feedback rápido, mas com critério, não correria.
É a junção do que DevOps defende (entrega contínua com qualidade) com práticas ágeis de verdade, não só stand-up diário.
Implementação de sênior: Exemplo real com gate de qualidade no CI
Aqui vai um exemplo usando um pipeline com análise estática + testes + bloqueio de merge se algo falhar.
name: ci-quality-gate
on:
pull_request:
branches: [ "main" ]
jobs:
quality:
runs-on: ubuntu-latest
steps:
- name: Checkout
uses: actions/checkout@v3
- name: Setup Node
uses: actions/setup-node@v3
with:
node-version: 20
- name: Install deps
run: npm ci
- name: Run lint
run: npm run lint --if-present
- name: Run tests with coverage
run: npm run test:ci
- name: Enforce coverage
run: |
THRESHOLD=80
CURRENT=$(npx coverage-percent)
echo "Current coverage: $CURRENT%"
if [ "$CURRENT" -lt "$THRESHOLD" ]; then
echo "Coverage below threshold" && exit 1
fi
Simples. Objetivo. Nada de pipeline de três páginas fazendo mágica obscura. Tudo transparente para o dev e impossível de burlar.
O custo da escolha: Pagar agora ou pagar multiplicado depois
Adotar gates de qualidade e ritmos mais saudáveis não é grátis. Diminui a velocidade no curto prazo e força o time a amadurecer. Só que não fazer isso custa muito mais: regressões, perda de confiança do negócio, retrabalho infinito e burnout.
Não existe agilidade com qualidade sem disciplina técnica.
Direto das trincheiras
- Defina limites claros de qualidade. Se é opcional, ninguém faz.
- QA deve atuar desde o refinamento. Testar depois do deploy é tarde demais.
- Ciclos menores não significam pressa — significam feedback mais rápido.
Fontes
DevOps:, Melhor processo de QA para garantir que bugs não cheguem à …, Seu time de produto não é ágil, mesmo usando agile | by Sérgio …
Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!
Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos no blog reymaster.dev.br, onde descasco outros hypes da área.
Vlw e até a próxima! 😉



7 comentários em “O Paradoxo Ágil: Quando Correr Mais Significa Entregar Menos”
Velocidade sem qualidade é puro retrabalho mesmo, a gente tá vivendo isso no nosso time agora. Priorizar a estabilidade do fluxo e a qualidade antes da pressa é fundamental, senão vira corrida pra apagar incêndio.
Passei por esse cenário de retrabalho com bug semana passada. A pressão por entregar rápido sem critério de qualidade só vira dívida técnica e frustração pra equipe.
Esse dilema de velocidade vs qualidade é um inferno. Passei por isso semana passada com um deploy que foi rollback, pura dívida técnica virando bug em produção.
Correr mais pra entregar menos é a realidade em muitos times, e o backlog vira só dívida técnica e bugfix. Acaba com a moral da equipe.
Exato! Passei por uma sprint assim onde o deploy virou um caos de hotfix. A galera não entende que correr pra entregar feature crua só gera dívida técnica.
Passei por isso semana passada com um deploy que virou um cemitério de bugs. Essa busca por velocidade sem qualidade é uma armadilha real. É bom ver alguém reforçando que agilidade não é só pressa.
Passei por isso semana passada, nosso backlog virou um monstro de bugs por conta da pressa em entregar features. É um loop vicioso de dívida técnica.