O mito da ‘agilidade’ em 47 microserviços: por que sua equipe está ficando mais lenta

A Dor Real — Quando o ‘micro’ vira macro dor de cabeça

Microserviços foram vendidos como a solução mágica para tudo: deploy rápido, equipes independentes e arquitetura elegante. O que muita gente não conta é que **quebrar o monolito sem entender o contexto de negócio é receita para caos**.

O que tenho visto nas trincheiras é sempre o mesmo padrão: 12 times correndo atrás de falhas intermitentes que surgem porque um serviço não deu timeout, outro não propagou correlação, outro depende de três bancos diferentes. Resultado? A tal “agilidade” evapora.

Como bem discutido em comunidades experientes, como no Reddit (ver seção de fontes), **15 microserviços altamente acoplados é pior do que um monolito mal feito**.

A Solução Pragmática — Pare de fatiar sem propósito

Antes de sair dividindo serviço por causa de uma talk do YouTube, faça a pergunta que quase ninguém faz: esse domínio realmente precisa ser isolado?

A solução pragmática é simples: use microserviços apenas quando há fronteiras de negócio claras, risco operacional isolável e benefícios mensuráveis. Caso contrário, um monolito modular resolve com muito menos dor de cabeça.

Implementação de Senior — Um desenho que salva sprints

Aqui vai um exemplo realista de como modelar corretamente uma fronteira de serviço usando OpenAPI para evitar o clássico acoplamento invisível:

openapi: 3.1.0
info:
title: Billing Service API
version: 1.0.0
paths:
/invoices:
post:
summary: Cria fatura de pedido
requestBody:
content:
application/json:
schema:
$ref: '#/components/schemas/NewInvoice'
responses:
'201':
description: Fatura criada
components:
schemas:
NewInvoice:
type: object
required: [orderId, amount]
properties:
orderId:
type: string
amount:
type: number

Por que isso importa? Porque API clara é contrato. Contrato reduz dependência. E dependência reduz atrito entre serviços. Senioridade não é falar de Kafka, é **saber quando não usar**.

Direto das Trincheiras — 3 lições duras

• **Nunca comece por microserviços.** Comece por domínio. A arquitetura vem depois.
• **Se o time não sabe observar o próprio sistema, esqueça serviços distribuídos.** Sem observabilidade, tudo vira adivinhação.
• **Microserviço sem autonomia de deploy não é microserviço — é gambiarra distribuída.**

O Custo da Escolha — O preço de dizer sim (ou não) aos microserviços

Optar por microserviços cedo demais significa aumentar custo cognitivo, gastos com infraestrutura e tempo de entrega. Optar por não usar microserviços quando eles são realmente necessários gera gargalos, deploys arriscados e acoplamento rígido.

O ponto é: **microserviços não compram agilidade. Eles cobram caro por ela.**

Fontes utilizadas

Estou realmente farto do Scrum, por favor me ilumine. – Reddit
Desenvolvimento Ágil Limpo – Kufunda.net
O que é complexidade para você? : r/ExperiencedDevs – Reddit

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog, onde descascamos outros hypes da nossa área.

Valeu e até a próxima! 😉

Facebook
Twitter
LinkedIn
Programação

Go é simples — e é exatamente por isso que ele atropela arquiteturas complicadas

Dev vive tropeçando em arquiteturas que parecem ter sido projetadas para impressionar o LinkedIn, não para resolver problemas reais. Neste artigo, assumo meu lado direto e pragmático para explicar por que a simplicidade de Go não é limitação — é vantagem estratégica. Menos camadas, menos mágica, mais previsibilidade. Se você já se queimou com over-engineering, prepare-se: aqui a conversa é de trincheira.

Mindset Ágil

Scrum Não é Cura Milagrosa: Como a Agilidade Mal Aplicada Está Quebrando Times Inteiros

Scrum virou mantra corporativo. Todo mundo repete, poucos entendem, e quase ninguém percebe o rastro de frustração, dívida técnica e desperdício que aparece quando se usa agilidade como religião. Neste artigo, falo direto das trincheiras: onde o método se perde, como resgatar o foco em valor real e por que times experientes estão abandonando cerimônias inúteis para voltar a priorizar contexto de negócio e entrega de software de verdade.

Test Driven Development

Quando Kubernetes Vira Inimigo da Simplicidade nas Startups

Startup não tem luxo para brincar de cloud enterprise. Ainda assim, vejo time pequeno se atolando em YAML, operators e clusters gerenciados que custam mais que a folha salarial. Kubernetes resolve problemas reais — mas quase nunca os problemas que uma startup tem no início. Neste artigo, vou direto à dor, sem gourmetização, mostrando onde o hype dói, como simplificar e como TDD ajuda a evitar a armadilha de arquiteturas grandes demais para negócios ainda pequenos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *