A Dor Real: Quando a Arquitetura Escala, Mas a Conta Escala Junto
Microserviços com Kubernetes resolvem vários problemas… desde que você realmente tenha esses problemas. O problema é que muita equipe entra no combo “K8s + 40 microserviços” para resolver gargalos que nunca existiram — ou que um monólito modular resolveria mais barato e mais rápido.
**O tiro pela culatra é clássico:** você sai da dívida técnica do monólito e cai na dívida financeira da infraestrutura, da observabilidade, do DevOps especializado e da operação 24/7.
Quer um resumo da dor? Aqui vai: **a escalabilidade linear é mito; a fatura é exponencial.**
A Solução Pragmática: Escalar o Que Importa Sem Criar Over-Engineering
Antes de fragmentar tudo em microsserviços, você precisa de três decisões de gente grande:
1. Entender onde realmente está o gargalo. 2. Medir custo por feature, não por hype. 3. Escalar partes do sistema, não a arquitetura inteira.
Mesmo quando Kubernetes é a escolha, dá para evitar o caos com práticas pragmáticas: limitar o número de serviços, revisar consumo real por pod e usar autoscaling baseado em métricas de negócio — não apenas CPU.
Implementação de Sênior: HPA na Prática Sem Brilho Artificial
Aqui está um exemplo direto de como um sênior usa Kubernetes para escalar só o que importa — sem magia, sem YAML de 300 linhas e sem over-engineering. Apenas um HPA simples para aplicar escalabilidade real onde dói:
apiVersion: autoscaling/v2beta2
kind: HorizontalPodAutoscaler
metadata:
name: checkout-service-hpa
spec:
scaleTargetRef:
apiVersion: apps/v1
kind: Deployment
name: checkout-service
minReplicas: 2
maxReplicas: 10
metrics:
- type: Pods
pods:
metric:
name: requests_per_second
target:
type: AverageValue
averageValue: 50
Nada de gourmetização. Se sua operação não tem uma métrica clara de negócio — aqui usamos requests_per_second — então você não tem maturidade para microsserviços, muito menos para Kubernetes.
O Custo da Escolha: A Verdade que Quase Ninguém Assume
Optar por microserviços com Kubernetes tem seus preços claros:
**Custos de usar:** infraestrutura maior, observabilidade obrigatória, time mais especializado, ciclo de desenvolvimento mais caro.
**Custos de não usar:** serviços monolíticos que travam no gargalo, deploys arriscados, scaling limitado e acoplamento crescente.
No fim do dia, a pergunta não é “microserviços funcionam?” — é “meu contexto de negócio justifica essa complexidade?”. E essa resposta raramente sai da hype-machine, sai das trincheiras.
Direto das Trincheiras
1. **Microserviço não é bala de prata.** Às vezes seu gargalo está no banco, não no código. 2. **Não adote Kubernetes só porque a concorrência usa.** O custo invisível é o que mata. 3. **Escalabilidade inteligente é focar no serviço que gera receita, não nos periféricos.**
Fontes
A sua “Boa Prática” é o Tradeoff de Alguém – DEV Community, Arquitetura para IA: Os Desafios Ocultos que Ninguém Te Conta, On premise vs Cloud: como decidir entre controle, custo e escala
Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!
Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog reymaster.dev.br, onde desmontamos outros hypes da nossa área.
Valeu e até a próxima! 😉


