Microservices vs Monolitos: A falsa sensação de simplicidade que custa caro

Microservices vs Monolitos: A falsa sensação de simplicidade que custa caro

A Dor Real: Quando o monolito deixa de ser simples

O dev só percebe a enrascada quando o monolito vira aquele “bloco de concreto” onde cada merge arrisca derrubar o sistema inteiro. Escalabilidade vira remendo, deploy depende de torcida e qualquer mudança exige navegar num código onde o domínio já não existe — só feudos espalhados.

O monolito não é simples quando o time cresce, o produto escala e a regra de negócio muda semanalmente.

É aqui que nasce a ilusão: enquanto o projeto é pequeno, tudo funciona. Depois, a própria estrutura vira gargalo.

A Solução Pragmática: Microservices quando o domínio exige autonomia

Microservices não são magia, são limites claros impostos a equipes e domínios que já não conseguem conviver no mesmo codebase. Eles trazem isolamento, deploy independente e escalabilidade seletiva — mas cobram caro se usados antes da hora.

O caminho pragmático é simples: quebrar apenas onde o domínio dói. Nada de criar 40 serviços por hype.

Implementação de Senior: Um microservice real e direto ao ponto

Aqui vai um exemplo mínimo, funcional e contextualizado de um microservice Node.js usando Express e comunicação assíncrona via eventos.

import express from 'express'
import { EventEmitter } from 'node:events'

// Event bus simples para o exemplo
const bus = new EventEmitter()

// Serviço de Pedidos
const app = express()
app.use(express.json())

app.post('/orders', (req, res) => {
  const order = { id: Date.now(), ...req.body }

  // Publica evento de criação
  bus.emit('order.created', order)

  res.status(201).json(order)
})

// Outro serviço ouvindo o evento
bus.on('order.created', (order) => {
  console.log('Processando pagamento para pedido:', order.id)
})

app.listen(3000, () => console.log('Order Service no ar'))

Isso não é um microservice completo, mas demonstra o ponto: isolamento, contratos claros e comunicação desacoplada.

Direto das Trincheiras

  • Microservices não salvam produto sem governança de domínio. Se você não sabe seus bounded contexts, volte duas casas.
  • Monitoramento e observabilidade deixam de ser opcionais. Se não cabe no sprint, você não está pronto para microservices.
  • Deploy independente só funciona quando a pipeline é madura. Caso contrário, vira caos distribuído.

O Custo da Escolha: Microservices não são grátis

Microservices resolvem dores reais, mas criam outras. Você ganha autonomia, mas paga com complexidade operacional: mais logs, mais pipelines, mais infraestrutura e mais pontos de falha.

E o monolito? Continua excelente quando o time é pequeno, o produto é novo e a prioridade é velocidade, não escala granular.

A escolha certa é aquela que respeita seu contexto, não o hype da vez.

Fontes relacionadas

Programação web com Node e Express

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog, onde descascamos outros hypes da nossa área.

Valeu e até a próxima! 😉

Facebook
Twitter
LinkedIn
Frontend

Desmistificando a Sobrecarga no Frontend: Quando a Reatividade Vira Gargalo

Reatividade demais vira passivo. No frontend moderno, o hype de ‘tudo precisa reagir a tudo’ criou interfaces frágeis, lentas e difíceis de manter. Como arquiteto que já viu SPA colapsando por excesso de watchers, signals mal usados e stores replicados sem critério, este artigo corta o ruído e entrega o que realmente importa: como evitar a reatividade excessiva e construir UIs que não desmoronam no primeiro pico de uso.

Backend

A Eficiência Irreal dos Microserviços: O Custo Invisível Que Te Faz Andar pra Trás

Microserviço virou moda, virou mantra, virou hype… e virou dor. Depois de ver time quebrando sprint por causa de pipelines monstruosos, deploy orquestrado que mais parece ritual xamânico e bugs que viajam por 12 serviços antes de aparecer, escrevo aqui a visão nua e crua de quem já comeu poeira suficiente nas trincheiras para separar arquitetura de palco de arquitetura de produção.

Test Driven Development

REST vs GraphQL sem gourmetização: a escolha que realmente impacta sua escalabilidade

Quando o assunto é escalar uma plataforma, muita gente trava no dilema REST vs GraphQL — e boa parte dessa trava vem de hype, não de necessidade real. Aqui eu, Rei Nascimento, corto o excesso, foco no que importa e mostro como essa escolha pode gerar dívida técnica ou salvar sua arquitetura. Direto das trincheiras, sem poesia arquitetural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *