Onde a automação te apunhala pelas costas
O problema não é a IA. O problema é achar que ela substitui discernimento arquitetural. Já vi time apostando que agentes autônomos fariam o trabalho pesado — só que a automação virou gargalo, não alívio.
Links como o debate em Reddit mostram isso: agentes A2A ainda dependem de comportamentos síncronos, quase como um TCP disfarçado. Isso significa fragilidade operacional e acoplamento que ninguém vê até estourar em produção. Fonte: Acho que a IA não vai substituir empregos em larga escala, não. : r … <https://www.reddit.com/r/ArtificialInteligence/comments/1plpzgn/i_dont_think_ai_can_actually_replace_jobs_at_scale/?tl=pt-br>
Em outras áreas, como retoque profissional de fotos, vemos algo parecido: muito do trabalho é repetitivo, mas não completamente automatizável. Ainda exige curadoria humana. Fonte: Retoque profissional de fotos: um guia completo – Imagen <https://imagen-ai.com/br/dicas-valiosas/retoque-profissional-de-fotos-um-guia-completo/>
E quando olhamos macro, outro alerta: automação escala máquinas, não resolve tudo. Não vai construir sua casa nem consertar seu esgoto. Fonte: O que vai acontecer quando todos os empregos forem … <https://www.reddit.com/r/Futurology/comments/1i9vttw/what_will_happen_when_every_job_becomes_automated/?tl=pt-br>
Ou seja: automatizar sem contexto de negócio é cavar a própria cova.
Como automatizar sem cair no hype
Automação com IA deve entrar como extensão, não substituição. O ponto é reduzir trabalho repetitivo sem entregar a lógica crítica na mão de modelos probabilísticos.
A abordagem pragmática envolve:
- Definir limites claros do que pode ser automatizado com risco controlado.
- Auditar decisões da IA (observabilidade não-negociável).
- Integrar IA como assistente, não como orquestrador central.
Implementação de Senior: pipeline seguro com validação humana
Abaixo, um exemplo realista de automação usando IA para sugerir ações, mas com validação humana obrigatória. Nada de entregar o volante para o modelo.
import express from 'express'
import { z } from 'zod'
import { generateTaskSuggestion } from './ai/llm.js'
const app = express()
app.use(express.json())
const TaskSchema = z.object({
description: z.string().min(5),
priority: z.enum(['low', 'medium', 'high'])
})
app.post('/tasks/suggest', async (req, res) => {
try {
const input = TaskSchema.parse(req.body)
// IA SUGERE — HUMANO VALIDA
const aiSuggestion = await generateTaskSuggestion(input)
res.json({
input,
suggestion: aiSuggestion,
required_human_validation: true
})
} catch (err) {
res.status(400).json({ error: err.message })
}
})
app.listen(3000, () => console.log('Pipeline iniciado com validação humana.'))
Isso evita que a automação vire dono do sistema. Ela participa — mas você ainda dirige.
Direto das Trincheiras
- Não automatize o que você não entende. IA amplifica erro com velocidade de foguete.
- Só automatize processo estável. Workflow mutante + IA = caos.
- Monitore tudo. IA sem logging e métricas é roleta-russa corporativa.
O preço de confiar (ou não) na IA
Automatizar errado gera dependência, acoplamento e dívida técnica difícil de pagar. Dá sensação de produtividade agora, mas te cobra juros pesados quando o modelo se comporta de forma imprevisível.
Automatizar certo reduz esforço repetitivo e mantém o time focado no coração do negócio — com risco controlado e arquitetura saudável.
No fim, IA é ferramenta. Não é arquiteto. Não é gerente. E definitivamente não é responsável por assumir seus riscos.
Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim! Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog, onde descascamos outros hypes da nossa área. Vlw e até a próxima!


