O Overhead Invisível que Está Matando Seus Microserviços

A Dor Real: Quando Microserviços Viram uma Máquina de Criar Caos

Microserviços mal aplicados criam um cenário cruel: você precisa de 12 deployments para alterar uma regra de negócio de 3 linhas. Pipeline quebrado, ambientes inconsistentes e um cluster orquestrado que parece mais um Jenga prestes a cair. **O overhead não é técnico — é organizacional, cognitivo e financeiro.**

O problema raramente é tecnologia. O problema é ter quebrado o domínio em pedaços artificiais, ignorando limites naturais de negócio e criando over-engineering “porque o mercado faz assim”.

A Solução Pragmática: Use DDD para Cortar o Microservice-Driven Madness

Antes de criar 20 serviços independentes, descubra se você realmente tem 20 contextos independentes. DDD ajuda porque traz clareza: Bounded Context existe para delimitar sentido de negócio, não para justificar Kubernetes.

O caminho pragmático é simples:

  • Mapeie o domínio antes de quebrar o sistema.
  • Crie microserviços apenas onde há autonomia real.
  • Não externalize o que deveria ser uma função interna.

Implementação de Senior: Identificando Serviços com Bounded Context de Verdade

Abaixo, um exemplo prático de como definir o design antes do caos. Aqui, cada contexto vira um microserviço somente se houver autonomia operacional.

// Exemplo em Node.js com módulos isolando contextos (pré-microserviços). // Só vira microserviço se houver necessidade real.

// inventory/context.js
export class InventoryContext {
  reserveItem(id, qty) {
    // Regra do domínio
    return { id, reserved: qty };
  }
}

// billing/context.js
export class BillingContext {
  chargeAccount(accountId, amount) {
    // Regra do domínio
    return { accountId, charged: amount };
  }
}

// application/service.js - Orquestrador interno (não precisa ser microserviço)
import { InventoryContext } from './inventory/context.js';
import { BillingContext } from './billing/context.js';

export async function purchase(productId, qty, accountId) {
  const inventory = new InventoryContext();
  const billing = new BillingContext();

  const reserved = inventory.reserveItem(productId, qty);
  const charged = billing.chargeAccount(accountId, qty * 10);

  return { reserved, charged };
}

Esse design deixa claro: você só transforma um contexto desses em microserviço se houver motivo — tráfego, escalabilidade independente, restrição organizacional, compliance. Caso contrário, você ganha simplicidade e reduz o overhead.

O Custo da Escolha: O Preço Real de Microserviços Fora de Hora

Optar por microserviços cedo demais cobra caro:

  • Mais pontos de falha.
  • Mais complexidade operacional.
  • Mais gente necessária para manter o ecossistema.
  • Mais latência e incidentes impossíveis de reproduzir.

Mas ignorá-los também tem custo: times grandes brigando pelo mesmo monolito, deploys lentos, acoplamentos que esmagam autonomia.

A maturidade está em saber **quando** usar, não em seguir hype.

Direto das Trincheiras

  • Nunca crie microserviço baseado em tabela do banco; crie baseado em linguagem ubíqua.
  • Se a equipe é menor que 12 pessoas, pense três vezes antes de distribuir seu sistema.
  • Microserviço só funciona bem quando o domínio está claro — caso contrário, vira feudos distribuídos sem comunicação.

Fontes Utilizadas

(Nenhuma das fontes fornecidas era relevante para o tema Microserviços + DDD, então foram filtradas conforme solicitado.)

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog, onde descascamos outros hypes da nossa área.

Valeu e até a próxima! 😉

Facebook
Twitter
LinkedIn
Como Ser Um Programador Excelente

A ilusão do ‘tempo real justo’ no Kubernetes: por que seu cluster mente pra você

Muita gente acha que Kubernetes é capaz de entregar ‘tempo real’ só porque escala, reinicia pods e distribui carga. Isso é ingenuidade operacional. Latência não some com YAML bonito. Ela explode. Aqui eu explico, sem rodeios, por que o seu cluster nunca vai entregar tempo real determinístico, como a Teoria das Filas desmonta essa fantasia e o que um arquiteto sênior realmente faz para manter o sistema previsível sem cair na gourmetização técnica.

Backend

Microserviços: O Imposto Invisível Que Está Matando Sua Agilidade

Muita equipe entra na onda dos microserviços achando que vai ganhar autonomia e velocidade. Mas na vida real — a das trincheiras — o que aparece é latência, debugging impossível, deploy caótico e uma avalanche de complexidade que ninguém pediu. Aqui eu destrincho, sem gourmetização, o preço real dessa brincadeira e quando ela simplesmente vira um tiro no pé do backend.

Frontend

Microfrontends Prometeram Escala. Entregaram Atrito.

Microfrontend virou hype corporativo: promessa de times autônomos, deploy independente e um frontend que ‘escala igual microsserviços’. Mas na trincheira, a história é outra: UX fragmentada, integrações frágeis e um Frankenstein de iframes, módulos remotos e pipelines que ninguém mais controla. Aqui eu destrincho, sem gourmetização, por que esse modelo falhou em entregar o que realmente importa: uma experiência de usuário coesa e rápida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *