A Ilusão da Serverless: Quando a Simplicidade Vira Armadilha

Onde a Promessa Desmorona: O Encanto que Vira Conta Alta

O mito da Serverless começa sempre igual: “é só subir a função e pronto”. O problema é que, na vida real, o stack vira um mosaico de lambdas, filas, permissões e logs espalhados. A tal simplicidade escorre pelo ralo quando o time não tem maturidade de FinOps — exatamente o que muitos já alertaram, como no artigo sobre custos na nuvem do Ed Wantuil.

Além disso, a lógica de “não se preocupe com o servidor” cai por terra quando o cold start quebra o SLA ou quando cada fluxo vira um Frankenstein de eventos difíceis de debugar.

Como Resolver Sem Frescura: Um Fluxo n8n Que Realmente Simplifica

Quando Serverless vira um caos, o n8n entra como o meio-termo pragmático: orquestração clara, versionável e sem precisar empilhar camadas invisíveis. Nada de abstração mágica que esconde custo.

A ideia é simples: usar n8n como coordenador central e funções externas apenas quando estritamente necessário.

Implementação Sênior na Prática: Automação de Função Serverless com Controle Total

Abaixo, um fluxo realista para substituir uma Lambda pulverizada por um pipeline n8n controlado:

{
  "nodes": [
    { "id": "1", "type": "cron", "schedule": "0 */1 * * *" },
    { "id": "2", "type": "httpRequest", "url": "https://api.meuservico.com/processar" },
    { "id": "3", "type": "code", "js": "return items.map(i => ({ json: { resultado: i.json.dados * 2 } }));" },
    { "id": "4", "type": "postgres", "query": "INSERT INTO processamento (valor) VALUES ({{ $json.resultado }})" }
  ],
  "connections": {
    "1": ["2"],
    "2": ["3"],
    "3": ["4"]
  }
}

Esse fluxo substitui três lambdas, uma step function e um cron event — sem perder clareza, sem alquimia desnecessária.

Direto das Trincheiras

  • Não confie em abstrações que escondem custo. Métrica invisível vira fatura dolorosa.
  • Se o fluxo não cabe em um diagrama simples, sua arquitetura não é simples.
  • Automação é poder, mas orquestração é sobrevivência. O n8n resolve isso sem over-engineering.

O Preço da Escolha: Serverless ou n8n?

Serverless brilha quando eventos são pequenos, isolados e com cargas elásticas. Mas quando o time precisa de clareza, governança e previsibilidade de custo, o n8n entrega mais controle sem pagar com complexidade.

De um lado: escalabilidade automática e custos imprevisíveis. Do outro: fluxo explícito, debugs simples e previsibilidade real.

Fontes

Você não precisa da AWS – guireisbr.dev
Cloud Sem Falência: O mínimo que você precisa saber de FinOps

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos aqui no blog, onde descascamos outros hypes da nossa área.

Valeu e até a próxima! 😉

Facebook
Twitter
LinkedIn
Automação de processos com IA

A Automação que Te Prometeram… e a Realidade que Te Cobra Depois

Ferramentas como n8n são vendidas como a bala de prata da automação, mas na prática viram geradoras de dívida técnica quando usadas sem critério. Neste artigo, assumo o perfil direto do Rei Nascimento para explicar onde essas plataformas começam a complicar sua vida, quando fazem sentido e como tratá-las como engenharia de verdade — sem hype, sem glamour e sem dor desnecessária.

Cuidados Mentais para Programadores

Por que Microserviços em Kubernetes Viram um Monstro de Complexidade (E o Que Fazer Sobre Isso)

Microserviços em Kubernetes não são difíceis por magia negra: o problema é o acoplamento invisível, a pressa, a falta de contexto de negócio e a mania de ‘gourmetizar’ arquitetura. Neste artigo vou direto à dor real que devs enfrentam nas trincheiras, explico por que o combo microserviços + Kubernetes vira uma máquina de gerar dívida técnica e mostro como implementar o essencial sem cair em over-engineering. Tudo sem romantizar hype.

DevOps

REST Virou Dinossauro: Por que gRPC Está Tomando o Território Sem Pedir Licença

Chega de romantizar REST. Como arquiteto que vive nas trincheiras, já vi time desperdiçar meses tentando “escalar” APIs que nunca foram feitas pra lidar com tráfego massivo e comunicação interna de microsserviços. gRPC está atropelando REST não por hype, mas porque resolve problemas reais: latência, tipo de contrato, streaming e eficiência. Neste artigo, vou mostrar onde REST queima seu time, como gRPC simplifica o caos e um exemplo real de implementação sem gourmetização.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *