Microserviços: Por que a verdadeira simplicidade é dolorosa (e necessária)

A Dor Real: A ‘Simplicidade’ Que Explodiu na Sua Mão

O maior mito dos microserviços é acreditar que quebrar um monólito automaticamente reduz complexidade. **Separar código não separa problemas.** Só multiplica os pontos onde tudo pode dar errado.

É aqui que a maioria se queima: cria-se dez microserviços porque a empresa tem dez squads. A matriz organizacional vira topologia de arquitetura — e isso sempre termina em dívida técnica transbordando.

Quando cada serviço tem sua linguagem, sua pipeline e seu padrão de autenticação, o caos deixa de ser acidente e vira cultura. Resultado: deploys travados, observabilidade inexistente e times brigando com protocolos internos ao invés de entregar valor.

Como Resolver Sem Frescura: Arquitetura Consciente e Limites Claros

A saída não é matar microserviços, mas parar de romantizar. Microserviço só existe quando encapsula um contexto de negócio com fronteiras bem definidas e autonomia real.

Isso significa menos hype e mais pragmatismo:

  • Modelagem antes de recortar serviços.
  • Contratos fortes e versionados.
  • Comunicação mínima e explícita.

**Microserviço bom é chato, previsível e sem surpresas.**

Implementação de Sênior: Um Contrato Real Que Evita Guerra Entre Times

Aqui está um exemplo de contrato OpenAPI enxuto, o tipo de coisa que evita discussões intermináveis e mantém os times alinhados.

openapi: 3.1.0

info:
  title: Orders Service API
  version: 1.0.0

paths:
  /orders:
    post:
      summary: Cria um novo pedido
      requestBody:
        required: true
        content:
          application/json:
            schema:
              type: object
              required:
                - customerId
                - items
              properties:
                customerId:
                  type: string
                items:
                  type: array
                  items:
                    type: object
                    required:
                      - productId
                      - quantity
                    properties:
                      productId:
                        type: string
                      quantity:
                        type: integer
      responses:
        "201":
          description: Pedido criado
        "400":
          description: Requisição inválida

Contrato simples, direto, sem firula. O objetivo é cortar ambiguidades, não inventar termos novos.

O Custo da Escolha: Quando Microserviços Salvam ou Afundam Seu Time

Arquitetar microserviços custa caro. Exige observabilidade, versionamento, tracing distribuído e maturidade de engenharia. Se o time ainda está apanhando de pipeline ou versionamento semântico, microserviços multiplicam o caos.

Por outro lado, ignorar microserviços onde eles realmente fazem sentido cria monólitos inchados que não escalam organizacionalmente. O problema nunca é a tecnologia — é o contexto.

Direto das Trincheiras

  • Se dois serviços precisam conversar a cada request, eles não deveriam ser dois serviços.
  • Evite eventos antes de entender o fluxo de negócio; pub/sub vira ruído se o time não domina tracing.
  • Só crie um serviço novo quando o motivo couber em uma frase objetiva que qualquer gestor e dev entendam.

Fontes

[Akitando] #57 – O Guia DEFINITIVO de Organizações …

Obrigado por acompanhar essa reflexão até o fim!

Espero que esses pontos ajudem você a tomar decisões mais lúcidas no seu próximo projeto. Não deixe de conferir outros artigos no blog reymaster.dev.br, onde continuo destrinchando as armadilhas e hype da nossa área.

Valeu e até a próxima! 😉

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